O governo brasileiro sente cada vez mais a concorrência externa no mercado interno e reage:
http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/09/15/governo-aumenta-ipi-dos-carros-importados-e-atinge-marcas-chinesas.jhtm
Em parte, é um retorno ao modelo de proteção que existia no período 1964-1990. As empresas multinacionais que produzem dentro do país, com vistas portanto ao mercado interno, recebem uma "ajuda" do governo por essa colaboração. Durante a década de 1990 essa ajuda diminuiu, com a ideia de que a concorrência externa seria benéfica para a indústria aqui instalada, pois forçaria a sua modernização. Porém, concorrer com as "plataformas de exportação" asiáticas não se resume à modernização das indústrias. Todo o país precisa ser modificado. Isso já é bem mais difícil. Resultado: algumas fábricas, como as de automóveis, mesmo modernizando o seu processo produtivo, não conseguem concorrer com os países asiáticos. A entrada da China, então, deixou o cenário ainda mais difícil. Como não é possível mexer na moeda nacional, promovendo sua desvalorização como em tempos passados, o caminho foi o do aumento de impostos. Mas tem um porém: o Brasil faz parte da OMC, o "árbitro" do comércio mundial. Será que essa ação do governo será questionada pelos países que exportam veículos para o Brasil, como a China?
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Reciclagem tecnológica
O crescimento acelerado do consumo de produtos eletroeletrônicos e de informática no Brasil tem levado empresas, governos e pesquisadores a se debruçarem sobre o tema. Cresce rapidamente o chamado "lixo tecnológico": produtos que, por obsolescência ou defeito, são descartados, posto que a aquisição de outro não custa muito. Inicialmente, o lixo eletrônico era considerado problema de país rico: o consumismo desenfreado produzia montanhas de sucatas eletroeletrônicas que, a nosso ver, funcionariam perfeitamente. Grande engano. O barateamento destes produtos e o crescimento da renda em países como o Brasil mudou esse quadro. O problema é que não temos nem uma cultura de reciclagem do lixo tradicional, o que dirá do tecnológico? Por isso é que destacamos o blog do Fulvio Stelli: http://fulviostelli.wordpress.com/
Neste blog, o autor apresenta uma proposta bem elaborada para a criação de uma oficina de reciclagem tecnológica. Aparentemente, não há um nível de complexidade grande para esta ação. Quem sabe não seria viável a criação de uma oficina destas em São João da Boa Vista?
Assinar:
Postagens (Atom)