quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Os jogos panamericanos e a nova condição brasileira

Até o dia de hoje (26/10), o Brasil estava em 2º lugar no quadro de medalhas dos jogos panamericanos. Nos jogos do Rio de Janeiro, nosso país ficou em segundo. No da República Dominicana, em 4º lugar. Essa mudança com certeza não é por acaso. Reflete a nova condição econômica do país, que se estende para o setor esportivo. Vamos continuar a acompanhar para uma melhor reflexão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A volta do protecionismo é uma boa ideia?

O governo brasileiro sente cada vez mais a concorrência externa no mercado interno e reage:
http://carros.uol.com.br/ultnot/2011/09/15/governo-aumenta-ipi-dos-carros-importados-e-atinge-marcas-chinesas.jhtm
Em parte, é um retorno ao modelo de proteção que existia no período 1964-1990. As empresas multinacionais que produzem dentro do país, com vistas portanto ao mercado interno, recebem uma "ajuda" do governo por essa colaboração. Durante a década de 1990 essa ajuda diminuiu, com a ideia de que a concorrência externa seria benéfica para a indústria aqui instalada, pois forçaria a sua modernização. Porém, concorrer com as "plataformas de exportação" asiáticas não se resume à modernização das indústrias. Todo o país precisa ser modificado. Isso já é bem mais difícil. Resultado: algumas fábricas, como as de automóveis, mesmo modernizando o seu processo produtivo, não conseguem concorrer com os países asiáticos. A entrada da China, então, deixou o cenário ainda mais difícil. Como não é possível mexer na moeda nacional, promovendo sua desvalorização como em tempos passados, o caminho foi o do aumento de impostos. Mas tem um porém: o Brasil faz parte da OMC, o "árbitro" do comércio mundial. Será que essa ação do governo será questionada pelos países que exportam veículos para o Brasil, como a China?

Reciclagem tecnológica

O crescimento acelerado do consumo de produtos eletroeletrônicos e de informática no Brasil tem levado empresas, governos e pesquisadores a se debruçarem sobre o tema. Cresce rapidamente o chamado "lixo tecnológico": produtos que, por obsolescência ou defeito, são descartados, posto que a aquisição de outro não custa muito. Inicialmente, o lixo eletrônico era considerado problema de país rico: o consumismo desenfreado produzia montanhas de sucatas eletroeletrônicas que, a nosso ver, funcionariam perfeitamente. Grande engano. O barateamento destes produtos e o crescimento da renda em países como o Brasil mudou esse quadro. O problema é que não temos nem uma cultura de reciclagem do lixo tradicional, o que dirá do tecnológico? Por isso é que destacamos o blog do Fulvio Stelli: http://fulviostelli.wordpress.com/
Neste blog, o autor apresenta uma proposta bem elaborada para a criação de uma oficina de reciclagem tecnológica. Aparentemente, não há um nível de complexidade grande para esta ação. Quem sabe não seria viável a criação de uma oficina destas em São João da Boa Vista?